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sábado, 31 de março de 2018

TEMER ENFRENTARÁ NOVA DENÚNCIA?

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, nesta sexta feira (30/03/2018). Íntegra da Nota divulgada.

Nota da assessoria da Presidência

Nota oficial

O decreto dos portos, sob o qual está amparada a investigação sobre supostos
benefícios à empresa Rodrimar, diz literalmente em seu Artigo 47-A, § 3º:

“O disposto neste artigo não se aplica aos contratos firmados antes da vigência da

Lei 8.830, de 25 de fevereiro de 1993”.

A mais rasa leitura do decreto teria enterrado, no ano passado, o pedido de abertura de tal investigação pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

O fato é que a Rodrimar não se encaixa neste parágrafo, neste artigo, no todo do decreto ou na  sua interpretação, por mais ampla que se queira, conforme despacho do Ministério dos Transportes: “Conclui-se que as disposições do decreto número 9048/17 não se aplicam aos contratos da empresa Rodrimar S/A”.

Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017. Todas as áreas da Rodrimar serão relicitadas.

Sem ter fatos reais a investigar, autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações. Buscam inquéritos arquivados duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal, baseados em documentos forjados e já renegados formalmente à justiça, e mais uma vez em entrevista à revista Veja deste final de semana.

Tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer. Usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação.

Repetem o enredo de 2017, quando ofereceram os maiores benefícios aos irmãos Batista para criar falsa acusação que envolvesse o presidente. Não conseguiram e repetem a trama, que, no passado, pareceu tragédia, agora soa a farsa.

O atropelo dos fatos e da verdade busca retirar o presidente da vida pública, impedi-lo de continuar a prestar relevantes serviços ao país, como ele fez ao superar a mais forte recessão econômica da história brasileira. Bastou a simples menção a possível candidatura para que forças obscuras surgissem para tecer novas tramas sobre velhos enredos maledicentes. No Brasil do século XXI, alguns querem impedir candidatura. Busca-se impedir ao povo a livre escolha. Reinterpreta-se a Constituição, as leis e os decretos ao sabor do momento. Vê-se crimes em atos de absoluto respeito às leis e total obediência aos princípios democráticos.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

sexta-feira, 30 de março de 2018

PGR - BARROSO  x  PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
TEMER ENFRENTARÁ NOVA DENÚNCIA?

A procuradora-geral da República considerou que haveria 'risco concreto de destruição de provas' e expediu a prisão temporária de 13 pessoas. Atendendo a pedido da procuradora Raquel Dodge o ministro do STF Luís Roberto Barroso autorizou prisões temporárias, e reproduzindo os argumentos da procuradora de que existiam 'fortíssimos' indícios de corrupção, justificou as prisões e ordens de busca.

Em seu depoimento à PF, o dono da Rodrimar, Antônio Celso Grecco, discorreu sobre uma suposta fala do presidente Temer sobre contrato no porto de Santos. Segundo ele, o presidente teria dito: 'Vou ver o que posso fazer', contrariando o que o presidente havia falado em janeiro quando ele respondendo questionário formulado pela PF teria afirmado que jamais havia tratado de concessões no setor portuário.

TEMER ENFRENTARÁ NOVA DENÚNCIA?

Na última quinta feira (28/03/2018) aconteceu a Operação da PF no Setor de Portos, denominada Operação Skala, com o objetivo, segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, de busca e coleta de provas de corrupção. O ministro é relator do inquérito no STF que investiga se o presidente Michel Temer beneficiou a empresa Rodrimar na edição do Decreto dos Portos, assinado pelo presidente em 2017, supostamente favorecendo empresas portuárias em troca de propina.

Cinco pessoas (ligadas ao presidente Temer) foram presas nesta Operação; o advogado José Yunes, amigo do presidente há mais de 50 anos, Wagner Rossi, ex-ministro e o empresário Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, além do Cel. João Batista Lima.

Desde que o presidente soube do ocorrido, ele e seus auxiliares discutem como reagir às investigações. Até a ideia de passar a Páscoa em São Paulo foi descartada, dada a importância atribuída aos fatos revelados. O presidente convocou imediatamente o advogado no inquérito dos portos, Antonio Claudio Mariz, para discutir estratégias jurídicas, pois, a expectativa do Planalto é por uma nova denúncia contra o presidente.

terça-feira, 1 de setembro de 2015


ATIVIDADE:
 
Responda:

A – O período que se estende de 1889 a 1930 é chamado de ______________________ . Podemos dividir esse período em duas fases: a República da _____________________ e a República das ______________________ ou _________________________________ .

B – O período republicano compreendido pelos governos de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto formam a fase da República Velha chamada de República da _______________________ . Nesse período, uma grave crise econômica abalou o país, o _____________________ resultante de uma reforma financeira promovida pelo ministro da Fazenda, que era ___________________ .

4 – O chamado Encilhamento teve como principal característica:

a)    Venda de cavalos de corrida.
b)    Aumento de dinheiro em circulação sem reservas em ouro.
c)    Envio de todo o ouro brasileiro para a Inglaterra.
d)    Fundação de empresas fortes e competitivas.
e)    A libertação dos escravos.

5 – Complete os espaços em branco e em marque apenas uma alternativa correta.

I – “O povo assistiu bestializado à proclamação da ________________________________.

II – A República nada mais foi que uma nova composição da _______________ dominante.

III – A Monarquia nunca se configurou como inimiga declarada da __________________ e a República também não trouxe um aumento de força e prestígio para o Clero.

IV – A República não pode ser considerada um mero golpe _____________________, nem os militares foram simples instrumentos dos interesses da burguesia cafeeira.

V –    O período que vai de 1889 a 1930 é denominado República ___________________.

a)      Independência – República – Velha – militar – Igreja.
b)      República – classe – burguesia – militar – Igreja.
c)      Independência – República – militar – Igreja – Velha.
d)      República – classe – igreja – militar – Velha.
e)      República – classe – aristocracia – Igreja – Velha.

domingo, 30 de agosto de 2015


A REPÚBLICA VELHA


A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E A OLIGARQUIA CAFEEIRA


 


“O povo assistiu bestializado à Proclamação da República”, escreveu o republicano Aristides Lobo, na época do evento. Referia-se ele ao fato de que a República nada mais foi que uma nova composição das classes dominantes. O novo regime foi uma transformação da cúpula; a velha aristocracia rural, de mentalidade colonial escravista, era substituída pelo setor empresarial cafeeiro, ansioso por apoderar-se do aparelho do estado para colocá-lo inteiramente a seu serviço. Era, em suma, a ascensão de um governo burguês oligárquico.

No entanto, a República, rompendo os quadros antiquados e conservadores do Império, abria novas perspectivas mais coerentes com a fase de prosperidade econômica em que o País entrara nos últimos anos do século XIX.

Já foram abordadas as crises que envolveram o Segundo Reinado e o arrastaram à queda. A esse respeito, podem-se colocar algumas questões.

Até que ponto a abolição da escravatura contribuiu para a queda da Monarquia? Por que a Questão Religiosa colaborou para o esfacelamento do Império, se o atrito Igreja-Estado arrastava-se desde a Constituição de 1824? Qual a importância do Partido Republicano para o estabelecimento do novo regime? Qual a importância do Exército na sucessão dos fatos que culminaram com o golpe de 15 de novembro? O abuso do Poder Moderador influiu no desprestígio das instituições monárquicas?

A abolição não pode ser considerada propriamente uma causa essencial para a Proclamação da República, porque ela afetou apenas os setores escravistas que, no final da década de 1880, representavam uma parcela pouco dinâmica no País (Vale do Paraíba).

Quanto à Questão Religiosa, é preciso lembrar que a Monarquia nunca se configurou como inimiga declarada da Igreja e que a República não trouxe um aumento de força e prestígio para o Clero.

Também não devemos exagerar o papel do Partido Republicano, que, embora difundido por todo o País, não contava com grande número de adeptos.

A República não pode também ser considerada um mero golpe militar, nem os militares foram simples instrumentos dos interesses da burguesia cafeeira. Tampouco a Proclamação deva ser entendida como ato de indisciplina militar. Os militares, a partir da Guerra do Paraguai, adotaram a idéia de que a eles cabia a salvação da Pátria e a manutenção da ordem. A idéia republicana atingiu predominantemente os oficiais de patentes inferiores, enquanto os altos escalões do Exército apoiavam a Monarquia. Contraditoriamente, foi um marechal monarquista quem proclamou a República!

O Poder Moderador vinha sendo criticado desde a outorga da Constituição de 1824; no entanto, durante 65 anos mantiveram-se o Poder Moderador e a Monarquia!

Diante dessas considerações, porque só em 15 de novembro de 1889 instituiu-se o regime republicano? Na verdade, o novo regime foi o resultado das profundas transformações ocorridas no País a partir da segunda metade do século XIX. A decadência das oligarquias agrárias tradicionais, a Abolição, a imigração, bem como o processo incipiente de industrialização e urbanização, amadureceram a idéia da necessidade de uma mudança institucional e política.

O período ora estudado – 1889/1930 – é tradicionalmente denominado República Velha. Esses 11 anos, porém, compreendem duas fases distintas: a fase inicial, da implantação e consolidação do regime (1889-1894), é conhecida como República de Espada; e a partir de 1894, com a instalação de civis no poder, configurou-se até 1930 a República das Oligarquias.

 

 

O MOVIMENTO REPUBLICANO


 

Os partidos e grupos agrários revezavam-se no poder numa gangorra viciada e alheia aos reclamos da sociedade em mutação. O trabalho assalariado imigrante e a semi-servidão sufocavam a escravidão. (POR QUÊ? COMO? – O Capitalismo industrial não pode conviver com a escravidão. POR QUÊ? O escravo não é consumidor, e o capitalismo não pode existir sem alargar constantemente o mercado. O Capitalismo é a universalização do trabalho livre assalariado). E Pedro II observava estrelas.

Em 1870, através do jornal A República, O Manifesto Republicano de Quintino Bocaiúva lançou a proposta do Partido Republicano ä sociedade. Mas só três anos depois, com a fundação do Partido Republicano Paulista na Convenção de Itu, surgiu o grupo dos “Republicanos Históricos”.

Os “Republicanos Idealistas” organizaram-se em torno do Exercito, que fundou o Clube Militar. Dessa forma, os cafeicultores e as emergentes classes medias urbanas encontravam seus interlocutores. A Campanha abolicionista tomou espaço com a Lei do Ventre-Livre de 1871, mesmo ano da Questão Religiosa, entre o governo e a cúpula católica. A Lei Saraiva-Cotegipe libertou os sexagenários em meio ä Questão Militar. A 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil. Foi a gota d’água. A monarquia desabou no dia 15 de novembro de 1889. O Marechal Deodoro da Fonseca expulsou a família Bragança do Brasil e instaurou a Republica.

 

A REPÚBLICA


(A REPÚBLICA DOS MARECHAIS)

 

O Governo Provisório de Deodoro da Fonseca revelou as divergências entre o Exercito e o P.R.P.; o Ministro da Fazenda Rui Barbosa adotou uma política emissionista baseada em créditos livres aos investimentos industriais, garantidos pelas emissões monetárias. Os latifundiários defendiam prioridade para a agro-exportacão. A especulação financeira desencadeada, a inflação e os boicotes através de empresas-fantasmas e ações sem lastro desencadearam, em 1890, a Crise do Encilhamento. (ENCILHAR = APERTAR – Movimento extraordinário de especulação bolsista que houve nos primeiros anos da República).

A Constituição de 1891 foi promulgada pela Constituinte que elegeu o Marechal Deodoro, Presidente. Seu governo, no entanto, não durou os quatro anos previstos. Pressionado pela crise, por adversários e aliados, Deodoro decretou estado de sítio e dissolveu o Congresso em 3 de novembro do mesmo ano. Vinte dias depois, num contra-golpe, foi deposto pelos militares.

Assumiu o vice-presidente Floriano Peixoto; seu governo enfrentou, em 1893, a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul  (Revolução Federalista de 1823, chefiada por Silveira Martins – 1834-1901 – , contrária ao partido então dominante cujo chefe era Julio Castilho – 1860-1903) e a Revolta da Armada. A primeira contrapôs “Pica-Paus”  e “Maragatos” (alcunha que os rebeldes rio-grandenses de 1893 davam aos republicanos e legalistas) pelo governo gaúcho; a Segunda foi a ultima tentativa sangrenta de restauração da monarquia no Brasil. A repressão a ambas valeu a alcunha de “Marechal de Ferro” ao presidente Floriano.

 

A REPÚBLICA DOS CORONÉIS (FIM DA REPÚBLICA DA ESPADA)


 

Prudente de Morais, eleito pelo voto direto, foi o primeiro presidente civil. Teve seu governo marcado pela guerra de Canudos, em 1896/97. Mas coube aos sucessores Campos Sales e Rodrigues Alves a montagem do regime das oligarquias. O primeiro renegociou a dívida externa através do Funding Loan, em 1898, e o segundo estabeleceu a política de valorização do café pelo Convênio de Taubaté (1906). Fixavam-se os tempos da hegemonia dos cafeicultores. Com o “voto de cabresto” os coronéis dominavam as clientelas rurais e manipulavam as eleições; a política dos governadores consagrava a troca de apoio entre o governo federal e as oligarquias estaduais e tudo isso viabilizava a política do café com leite, ou seja, o domínio federal pelos cafeicultores de São Paulo e de Minas Gerais.

As difíceis condições de vida e a marginalização política impostas à maioria dos brasileiros explicam genericamente as principais revoltas que abalaram a I República. Assim, os movimentos messiânicos de Canudos (1896/97) e do Contestado (1911-15), as revoltas da Vacina (1904) e da Chibata (1910), na Capital, e a Greve Geral de 1917 eram sintomas dos problemas sociais da época.

 

A REVOLTA DOS TENENTES


 

Somente nos anos vinte amadureceram as contestações organizadas contra o café com leite e  sua política de socialização das perdas do café. Em 1922, a Semana de Arte Moderna pôs a contestação na ordem do dia: a Reação Republicana lançou Nilo Peçanha contra Artur Bernardes, candidato do regime; no dia 25 de março foi fundado o Partido Comunista do Brasil (PCB). Após a I Guerra Mundial, o Clube Militar voltou a ser o articulados político. O Tenentismo se expôs, então, como principal ameaça à hegemonia coronelista. Era um movimento essencialmente militar, elitista e reformista, além de ideologicamente heterogêneo. Manifestou-se primeiro no episódio da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922. Depois fez de São Paulo um campo de batalha na Revolução de 1924 e viveu seu apogeu na marcha da Coluna Prestes pelo país, entre 1924 e 1927.

Eram intelectuais, artistas, operários e até latifundiários e militares se organizando. A vanguarda tenentista sabia bem o que não queria, sonhava com reformas sociais, políticas e econômicas, mas não tinha clareza de como executá-las. Foi, assim, útil braço armado na Revolução de 1930.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


ESTUDO SOBRE A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


Para responder, use o código seguinte:


a)           Os itens I, II e III estão corretos.

b)           Só o item II é correto.

c)            Só os itens I e III são corretos.

d)           Só os itens I e II são corretos.

e)           Só o item III é correto.


QUESTÃO 1:            D


I – A Revolução Industrial consistiu basicamente na mecanização da indústria; alguns de seus inventos remontam ao século XVI, como o tear mecânico, que, no entanto, não possuía a sofisticação das máquinas criadas no século XVII.


II – A Inglaterra, com seu considerável império colonial e sua supremacia comercial após a Guerra dos Sete Anos, era a principal nação capitalista na segunda metade do século XVIII.


III – A Revolução Industrial, apesar de suas repercussões e de sua influência na formação do capitalismo financeiro, não afetou o setor agrícola, cuja mecanização só ocorreria no século XX, após a Primeira Grande Guerra Mundial (1914 – 1918).


QUESTÃO 2:            A


I – O grande desenvolvimento Industrial do século XIX trouxe para a ordem do dia as reivindicações da classe operária, que exigia melhores condições de vida.


II – Os socialistas científicos previam a classe operária, surgida com a Revolução Industrial, se organizaria em partidos e sindicatos, tomaria o poder e instalaria o Estado Socialista.


III – O Socialismo Científico surgiu nos países mais avançados do sistema internacional, principalmente na Europa Centro-Ocidental, durante a metade do século XIX.


QUESTÃO 3:            D


I – Uma das repercussões mais significativas da Revolução Industrial está representada pelo crescimento demográfico das cidades.


II – O expansionismo econômico inglês – observado no século XIX – determinou o aparecimento da política neocolonislista que, inclusive, apresentou intensas repercussões no Brasil, assumindo o país, no período, caráter de verdadeiro protetorado britânico.


III – Graças à expansão do capitalismo industrial, ocorreu um processo de redistribuição de riquezas provocado pela crescente socialização dos meios de produção.

 

NAS QUESTÕES DE 04 A 06, MARQUE APENAS UMA ALTERNATIVA CORRETA:


04 – A conseqüência social importante da Revolução Industrial foi:


a) O surgimento do operariado fabril.

b) O aparecimento da burguesia.

c) O desenvolvimento das idéias socialistas.

d) O progresso do socialismo utópico.


05 – A Revolução Industrial possibilitou a emergência de uma nova classe social, trata-se:


a)    da burguesia.

b)    do proletariado.

c)    do escravo-capitalista.

d)    dos pequenos proprietários agrícolas.


06 – São características do Capitalismo:


a)    a riqueza de uma nação está na quantidade de metais preciosos que possui.

b)    Imperialismo e nacionalismo econômico.

c)    Empresa privada e competição pelos mercados.

d)    Excesso de matéria-prima.



07 – LEIA:


POVO – Que trabalho você executa na sociedade?

CLASSE PRIVILEGIADA – Nenhum; não fomos feitos para trabalhar.

POVO – Como então você adquiriu sua riqueza?

CLASSE PRIVILEGIADA – Assumimos a tarefa de governar vocês.

POVO – Governar a nós! Nós nos esgotamos e vocês se divertem; nós produzimos e vocês dissipam; a riqueza flui de nós e vocês a absorvem. Homens privilegiados, classe distinta do povo, formem uma nação à parte e governem-se a si mesmos. (VOLNEY. Ruínas. In: THOMPSON, E. A formação da classe operária inglesa.).


            A Revolução Industrial não se limitou a um conjunto de transformações técnicas e tecnológicas aplicadas ao processo de produção de mercadorias. Em uma outra dimensão, de caráter social, proporcionou, entre outras coisas, a formação da classe operária em sua relação com a burguesia, que é a classe proprietária dos meios de produção.


A)           CITE DOIS FATORES QUE POSSIBILITAM A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA, NO SÉCULO XVIII.


Os principais fatores são: O predomínio da burguesia na condução dos negócios do Estado desde a Revolução Gloriosa; O cercamento dos campos, que permitiu o uso capitalista da terra e deslocou grande contingente de mão-de-obra para as cidades disponível para trabalhar nas fábricas; A acumulação de capital proporcionado pela exploração colonial.



B) EXPLIQUE DE QUE MANEIRA A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL CONTRIBUIU PARA A CONSOLIDAÇÃO DA DIVISÃO ENTRE CAPITAL E TRABALHO.


                        A vitória do sistema de sistema de fábrica, com suas grandes e dispendiosas instalações, ampliou a distância entre o capital e o trabalho.


08 – SOBRE A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, julgue os itens que se seguem apontando “C” para CERTO e “E” para ERRADO e marque em seguida apenas uma alternativa correta.


I – Expansão das ferrovias e crescimento das cidades.

II – Formação de grandes conglomerados e expansão dos mercados.

III – Fortalecimento do mercantilismo.

IV – Defesa do livre-cambismo.

V – Formação do proletariado.


a)    CCEEC

b)    CECEC

c)    CCECC

d)    CCCEC

e)    ECECC

segunda-feira, 17 de agosto de 2015


O FISIOCRATISMO E O LIBERALISMO ECONÔMICO
 

John Locke: um dos principais ideólogos do liberalismo

 
Duas doutrinas econômicas nasceram no Iluminismo: a fisiocracia e o liberalismo econômico.

O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as idéias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.

Os economistas fisiocratas defendiam a liberdade econômica (laissez faire = deixai fazer) e, por conseqüência, combatiam a prática mercantilista. Negavam a intervenção do estado na economia, o dirigismo estatal. Para eles, o Estado deveria garantir a propriedade e a vida dos cidadãos. Propunham a valorização da indústria extrativa e da agricultura, consideradas as únicas atividades criadoras de riquezas.

Os pensadores fisiocratas foram: Quesnay, Gournay e Turgot.

Adam Smith, pensador inglês, fundou o liberalismo econômico. Em sua obra “A Riqueza das Nações” publicada em 1776, defendeu a liberdade do indivíduo na busca de seus interesses, relacionando a riqueza de um país com a capacidade de trabalho de seus habitantes. Combatia a intervenção do Estado na economia. Afirmava que cabia ao Estado organizar os setores nos quais os particulares não podiam atuar.

A teoria do liberalismo econômico atendia as necessidades de lucro e investimento da burguesia, pois justificava a livre competição e os lucros ilimitados nos negócios. O próprio trabalho já era visto como uma atividade a ser vendida no mercado de trabalho.

Em resumo, o liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.
 

Podemos citar como princípios básicos do liberalismo:


a) Defesa da propriedade privada;

b) Liberdade econômica (livre mercado);

c) Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado);

d) Igualdade perante a lei (estado de direito);


Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.

 
EXERCÍCIOS:

 
  1. Quais foram as doutrinas econômicas que nasceram do Iluminismo?
___________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 
O que defendiam os fisiocratas?

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 
  1. Quem fundou o liberalismo econômico? Que obra ele escreveu?
___________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 
  1. Coloque “F” para falso e “V” para verdadeiro:

(     ) Com base nas idéias iluministas, surgiram no século XVIII as doutrinas econômicas: fisiocracia e liberalismo econômico.

(     ) A chamada teoria da “laissez faire” combatia a prática mercantilista e a intervençõ do Estado na economia.

(     ) Os fisiocratas propunham a valorização da indústria extrativa e da agricultura, consideradas as únicas atividades criadoras de riquezas.

(     ) O liberalismo econômico foi criado pelo pensador inglês Adam Smilth que escreveu a obra: “A riqueza das nações”.

(     ) O liberalismo econômico atendia as necessidades dos monarcas absolutistas porque pregava rígido controle estatal sobre os negócios da nação.

 

 

A FILOSOFIA ILUMINISTA

 

            A filosofia iluminista teve sua origem na Inglaterra, com John Locke, em suas obras: Ensaio sobre o entendimento humano (1687) e Tratado sobre o governo civil (1690). Defendia que os homens nascem livres e iguais e têm direito à vida e à propriedade. Afirmava que os governos se originaram de um contrato estabelecido entre os homens e seu fim maior era assegurar os direitos naturais. O não cumprimento desse dever era motivo de rebelião contra o governo. Dessa forma, Locke combatia o absolutismo monárquico.

            Foi na França que a filosofia iluminista ganhou mais força, por causa da presença de um poderoso regime absolutista.

 

John Locke, filósofo inglês é considerado o pai do liberalismo moderno, filosofia política que defende a propriedade privada, a igualdade de todos perante a lei, a limitação do poder do governante e o livre mercado.

As idéias republicanas, constitucionais e o direito ao voto surgiram a partir das idéias liberais.

 

Voltaire, filósofo francês, cujo nome verdadeiro era François Marie Arouet, em sua obra Cartas inglesas, valorizou o regime político da Inglaterra, defendendo um governo monárquico que garantisse os direitos individuais. Esse filósofo atacou o absolutismo, os privilégios da nobreza e a Igreja, acusando-a de retrógrada e responsável pela ignorância do povo. Propunha regimes políticos diferentes, de acordo com o grau de desenvolvimento dos países: despotismo esclarecido para os mais atrasados, e um governo liberal, apoiado na burguesia, para os mais adiantados.

            Criou a obra “Dicionário Filosófico”. Suas idéias giravam em torno do direito à liberdade de expressão, religiosa e econômica.

Para ele, o governo ideal era uma monarquia esclarecida, ou seja, o poder do rei mediado pela idéias iluministas.

Era anticlerical e se posicionava contra as idéias da Igreja Católica.

Foi autor da frase: “Posso não concordar com uma palavra que dizes, mas defendo até a morte o teu direito de dizê-las”.

 

Montesquieu (o barão de), filósofo francês, foi outro pensador de grande relevância.

Montesquieu em sua obra: “Cartas Persas”, criticou os costumes da sociedade e a política francesa. Em sua outra obra: “O Espírito das Leis” (1748), defendeu a separação dos três poderes do estado, ou seja, o Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, no conjunto, se harmonizariam e equilibrariam o poder.

A idéia da separação dos três poderes tinha como objetivo limitar o poder do governante, para evitar abusos de autoridade, comum no Absolutismo.

 

Jean-Jacques Rousseau, filósofo suíço, foi o único a defender um governo democrático.

            Suas principais obras são: “Origem da desigualdade” e “Do Contrato Social”, nesta última, defendeu que os homens nascem livres, sendo que a liberdade faz parte da natureza humana.

Foi autor da frase: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”.

            Criticou a propriedade privada, responsabilizando-a pelas lutas sociais.

            Segundo Rousseau, o Estado deveria expressar a vontade geral, pois a soberania política é do povo. Suas idéias foram aceitas pelas camadas populares e pela pequena burguesia.

 

Diderot, foi outro filósofo francês, Criou a obra “Enciclopédia”, em parceria com D’Alembert. Seu objetivo era reunir todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época.

Foi autor da frase: “O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre”.

 

EXERCÍCIOS:

 
  1. Associe corretamente as duas colunas:

(A)  John Locke

(B)  Voltaire

(C) Montesquieu

(D) Jean-Jacques Rousseau

 
(     ) Seu nome verdadeiro era François Marie Arouet.

(     ) Escreveu “Cartas Persas”.

(     ) Escreveu “Do Contrato Social”.

(     ) Escreveu “O Espírito das Leis”.

(     ) Escreveu “Cartas Inglesas”.

(     ) Foi o único a defender um governo democrático.

(     ) Escreveu “Ensaio sobre o entendimento humano”.

(     ) Escreveu “Tratado sobre o governo civil”.

(     ) Escreveu “Origem da desigualdade”.

(     ) Iniciou o movimento iluminista.

(     ) Criticou os costumes da sociedade e a política francesa. Defendeu a divisão do poder em Legislativo, Executivo e Judiciário, os quais, no conjunto, se harmonizariam e equilibrariam o poder.

(     ) Afirmava que os homens nascem livres e iguais e têm direito à vida e à propriedade. Afirmava que os governos se originaram de um contrato estabelecido entre os homens e se fim maior era assegurar os direitos naturais. O não cumprimento desse deve era motivo de rebelião contra o governo.

(     ) Afirmava que o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Criticou a propriedade privada, responsabilizando-a pelas lutas sociais. Segundo esse filósofo, o Estado deveria expressar a vontade geral, pois a soberania política é do povo.

(     ) Atacou o absolutismo, os privilégios da nobreza e a Igreja, acusando-a de retrógrada e responsável pela ignorância do povo. Propunha regimes políticos diferentes, de acordo com o grau de desenvolvimento dos países: despotismo esclarecido para os mais atrasados, e um governo liberal, apoiado na burguesia, para os mais adiantados.

 
  1. NÂO foi uma característica do Iluminismo:

a)    Buscava explicações racionais para o Universo e para a sociedade.

b)    Combatia os governos absolutistas e os privilégios sociais, que oprimiam a burguesia e as camadas populares.

c)    Defendia a fé como única fonte do conhecimento humano.

d)    Defendia o respeito aos direitos do homem.

 
  1. O Iluminismo atendia aos interesses da ______________________________ , que desejava __________________________________________________ para a realização do comércio.

  1. Com base nas idéias iluministas, a burguesia se rebelou contra o ________________________ . Foram as rebeliões liberais, ocorridas no final do século XVIII, entre as quais se destaca, na França, a _______________________ .