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segunda-feira, 17 de agosto de 2015


A FILOSOFIA ILUMINISTA

 

            A filosofia iluminista teve sua origem na Inglaterra, com John Locke, em suas obras: Ensaio sobre o entendimento humano (1687) e Tratado sobre o governo civil (1690). Defendia que os homens nascem livres e iguais e têm direito à vida e à propriedade. Afirmava que os governos se originaram de um contrato estabelecido entre os homens e seu fim maior era assegurar os direitos naturais. O não cumprimento desse dever era motivo de rebelião contra o governo. Dessa forma, Locke combatia o absolutismo monárquico.

            Foi na França que a filosofia iluminista ganhou mais força, por causa da presença de um poderoso regime absolutista.

 

John Locke, filósofo inglês é considerado o pai do liberalismo moderno, filosofia política que defende a propriedade privada, a igualdade de todos perante a lei, a limitação do poder do governante e o livre mercado.

As idéias republicanas, constitucionais e o direito ao voto surgiram a partir das idéias liberais.

 

Voltaire, filósofo francês, cujo nome verdadeiro era François Marie Arouet, em sua obra Cartas inglesas, valorizou o regime político da Inglaterra, defendendo um governo monárquico que garantisse os direitos individuais. Esse filósofo atacou o absolutismo, os privilégios da nobreza e a Igreja, acusando-a de retrógrada e responsável pela ignorância do povo. Propunha regimes políticos diferentes, de acordo com o grau de desenvolvimento dos países: despotismo esclarecido para os mais atrasados, e um governo liberal, apoiado na burguesia, para os mais adiantados.

            Criou a obra “Dicionário Filosófico”. Suas idéias giravam em torno do direito à liberdade de expressão, religiosa e econômica.

Para ele, o governo ideal era uma monarquia esclarecida, ou seja, o poder do rei mediado pela idéias iluministas.

Era anticlerical e se posicionava contra as idéias da Igreja Católica.

Foi autor da frase: “Posso não concordar com uma palavra que dizes, mas defendo até a morte o teu direito de dizê-las”.

 

Montesquieu (o barão de), filósofo francês, foi outro pensador de grande relevância.

Montesquieu em sua obra: “Cartas Persas”, criticou os costumes da sociedade e a política francesa. Em sua outra obra: “O Espírito das Leis” (1748), defendeu a separação dos três poderes do estado, ou seja, o Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, no conjunto, se harmonizariam e equilibrariam o poder.

A idéia da separação dos três poderes tinha como objetivo limitar o poder do governante, para evitar abusos de autoridade, comum no Absolutismo.

 

Jean-Jacques Rousseau, filósofo suíço, foi o único a defender um governo democrático.

            Suas principais obras são: “Origem da desigualdade” e “Do Contrato Social”, nesta última, defendeu que os homens nascem livres, sendo que a liberdade faz parte da natureza humana.

Foi autor da frase: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”.

            Criticou a propriedade privada, responsabilizando-a pelas lutas sociais.

            Segundo Rousseau, o Estado deveria expressar a vontade geral, pois a soberania política é do povo. Suas idéias foram aceitas pelas camadas populares e pela pequena burguesia.

 

Diderot, foi outro filósofo francês, Criou a obra “Enciclopédia”, em parceria com D’Alembert. Seu objetivo era reunir todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época.

Foi autor da frase: “O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre”.

 

EXERCÍCIOS:

 
  1. Associe corretamente as duas colunas:

(A)  John Locke

(B)  Voltaire

(C) Montesquieu

(D) Jean-Jacques Rousseau

 
(     ) Seu nome verdadeiro era François Marie Arouet.

(     ) Escreveu “Cartas Persas”.

(     ) Escreveu “Do Contrato Social”.

(     ) Escreveu “O Espírito das Leis”.

(     ) Escreveu “Cartas Inglesas”.

(     ) Foi o único a defender um governo democrático.

(     ) Escreveu “Ensaio sobre o entendimento humano”.

(     ) Escreveu “Tratado sobre o governo civil”.

(     ) Escreveu “Origem da desigualdade”.

(     ) Iniciou o movimento iluminista.

(     ) Criticou os costumes da sociedade e a política francesa. Defendeu a divisão do poder em Legislativo, Executivo e Judiciário, os quais, no conjunto, se harmonizariam e equilibrariam o poder.

(     ) Afirmava que os homens nascem livres e iguais e têm direito à vida e à propriedade. Afirmava que os governos se originaram de um contrato estabelecido entre os homens e se fim maior era assegurar os direitos naturais. O não cumprimento desse deve era motivo de rebelião contra o governo.

(     ) Afirmava que o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Criticou a propriedade privada, responsabilizando-a pelas lutas sociais. Segundo esse filósofo, o Estado deveria expressar a vontade geral, pois a soberania política é do povo.

(     ) Atacou o absolutismo, os privilégios da nobreza e a Igreja, acusando-a de retrógrada e responsável pela ignorância do povo. Propunha regimes políticos diferentes, de acordo com o grau de desenvolvimento dos países: despotismo esclarecido para os mais atrasados, e um governo liberal, apoiado na burguesia, para os mais adiantados.

 
  1. NÂO foi uma característica do Iluminismo:

a)    Buscava explicações racionais para o Universo e para a sociedade.

b)    Combatia os governos absolutistas e os privilégios sociais, que oprimiam a burguesia e as camadas populares.

c)    Defendia a fé como única fonte do conhecimento humano.

d)    Defendia o respeito aos direitos do homem.

 
  1. O Iluminismo atendia aos interesses da ______________________________ , que desejava __________________________________________________ para a realização do comércio.

  1. Com base nas idéias iluministas, a burguesia se rebelou contra o ________________________ . Foram as rebeliões liberais, ocorridas no final do século XVIII, entre as quais se destaca, na França, a _______________________ .

 

O ILUMINISMO

 

            O movimento cultural europeu do século XVIII, que apresentou novas idéias políticas, sociais, econômicas e que defendia o uso da razão, é conhecido como Iluminismo. Por isso, esse século ficou conhecido como Século das Luzes ou da Ilustração (em contraposição ao Antigo Regime - a Idade das Trevas – século XVII).

Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.  

 

Antigo Regime I

 

Mas o que era o antigo regime, tão odiado pelos simpatizantes do iluminismo? O antigo regime correspondia a um período da Europa, onde a sociedade girava em torno do Absolutismo: prática política que defendia o poder total nas mãos de um rei; e do Mercantilismo: prática econômica que, entre outras coisas, fazia o rei embolsar a maior parte das riquezas acumuladas. De uma Sociedade Estamental: condição onde a posição social (status) de alguém depende do seu nascimento, e não das riquezas acumuladas e ainda, onde a Igreja Católica geralmente estava alinhada aos interesses do rei.

O antigo regime, então, era composto por instituições e modelos sócio-econômicos que iam contra os interesses da burguesia. Por este motivo, deveria ser substituído.

            Os pensadores iluministas defendiam a razão como fonte do conhecimento humano. Buscavam explicações racionais para o Universo e para a sociedade. Desenvolveram teorias políticas e sociais que se opunham à sociedade da época. Combatiam os governos absolutistas e os privilégios sociais, que oprimiam a burguesia e as camadas populares. Defendiam o respeito aos direitos do homem.

            As idéias iluministas representavam os anseios da burguesia, que encontrou nelas as justificativas para criticar a velha ordem, a sociedade tradicional e os seus privilégios. Os burgueses passaram a clamar pela liberdade econômica, sem a interferência do Estado, como condição necessária para a realização do comércio.

            Apoiada nesses novos ideais, a burguesia promoveu em vários países revoluções liberais contra o absolutismo real e a velha ordem política, nos fins do século XVIII. Destacaram-se a Revolução Francesa de 1789, e as lutas de libertação das colônias da América.

            Entre 1751 e 1772, o pensamento dos iluministas foi documentado na Enciclopédia, obra suprema do Iluminismo, em 34 volumes, organizada por Diderot e D’Alembert, que contaram com a colaboração de Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Quesnay, entre outros.

  

EXERCÍCIOS:

 

  1. Dê uma definição de Iluminismo.
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  1. O que pregavam os pensadores iluministas?
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  1. O Iluminismo atendia aos interesses de qual classe social? Por quê?
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  1. O que foram as chamadas revoluções liberais?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 
  1. Devido ao Iluminismo, o século XVIII é chamado de:
 _________________________________________________________________ .

 
  1. O que foi a Enciclopédia?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

 

 

 

 

 

 

 
HISTÓRIA - FONTES HISTÓRICAS - SOCIEDADE E CULTURA

 
A História é uma ciência que estuda o passado da humanidade para poder compreender melhor o presente. O conhecimento do passado ajuda a entender o presente, o que está acontecendo agora. Portanto, a História é também uma ciência presente.

            É através da análise das diferenças entre o passado e o presente que percebemos as transformações (positivas e negativas) que ocorreram na vida da humanidade. Assim, para a História, o importante é compreender as transformações da sociedade ao longo do tempo, bem como os acontecimentos que as afetam.

            Mas o que é sociedade? É um grupo de pessoas que se unem e criam laços a partir da lembrança de um passado comum. Esse passado faz com que tenham a mesma identidade, a mesma língua, uma história em comum e participem da mesma cultura.

Cultura é a natureza transformada pelo trabalho humano e natureza é tudo o que existe e não foi criado pelo homem. Apenas os seres humanos são capazes de trabalhar criativamente para superar a natureza, ou seja, somente os seres humanos são capazes de produzir cultura, conseguindo com isso distinguir-se de outros animais. No entanto, a cultura não se limita aos objetos. São também elementos da cultura os costumes, as religiões, as artes, o folclore, dentre outros.

A sociedade é produto da cultura porque os seres humanos são capazes de criar e modificar as maneiras de viver. Por esse motivo, existiram e ainda existem sociedades tão diferentes umas das outras. Mesmo dentro de uma mesma sociedade nem todas as pessoas vivem do mesmo jeito. Uma sociedade pode apresentar profundas diferenças sociais. Essas diferenças sociais também são produtos da cultura na medida em que essas diferenças são criações humanas e que o conflito entre as classes sociais acaba contribuindo para a transformação das sociedades.

Podemos perceber, então, que as mudanças na história nunca são causadas pela vontade de uma única pessoa, muitas transformações foram realizadas pelas classes sociais na luta para atender às suas necessidades. Portanto não podemos esquecer: a História não é feita apenas de grandes heróis. É por isso que os historiadores estão interessados em acontecimentos que afetam toda a sociedade e para eles existem três aspectos fundamentais numa sociedade: a economia, as ideias sociais e a política.

A economia refere-se ao trabalho e a produção de bens para a sobrevivência da sociedade. As ideias sociais representam o modo como a sociedade tenta compreender as suas transformações. E a política, diz respeito à questão do poder.

Para reconstruírem o passado, os historiadores usam de todos os vestígios deixados pelos homens, realizando um trabalho de investigação e interpretação das ações humanas. Eles utilizam as mais variadas fontes que possam trazer informações sobre as idéias e realizações dos homens através dos tempos. Essas fontes podem ser escritas ou não-escritas.

As fontes escritas são todos os tipos de registros deixados pelo homem em forma de cartas, certidões, documentos oficiais, jornais, etc. Já as fontes não-escritas são todos os registros da atividade humana que utilizam linguagens diferentes da escrita: pinturas, fósseis, utensílios, a história oral, etc.

As fontes são a base da pesquisa histórica. Mas será que podemos acreditar em todas as fontes? De jeito nenhum! O historiador deve questionar todas as fontes com o objetivo de compreender da melhor maneira a realidade de determinada sociedade. É por isso que no estudo da história não podemos observar e compreender parte da realidade e concluir que descobrimos a “verdade plena”. Em função disso, podemos afirmar que o conhecimento produzido pelo historiador é seletivo e limitado e por isso o mesmo fato histórico pode ser interpretado de diferentes maneiras.


Com base no texto acima responda em seu caderno:

 
01 – O que é História?

________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

02 – Explique o que é sociedade.

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

03 – Por que a sociedade é produto da cultura?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

04 – As diferenças sociais são determinadas pela natureza? Explique.

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

05 – Explique a diferença entre economia, idéias sociais e política.

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

06 – Como os historiadores reconstroem o passado?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

07 – O que são fontes históricas?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

08 – Qual a diferença entre fontes escritas e fontes não-escritas?

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09 – Podemos acreditar em todas as fontes históricas? Por quê?

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

HÁBITOS NÃO ORTODOXOS DO IMPERADOR D. PEDRO I


HÁBITOS NÃO ORTODOXOS DO IMPERADOR D. PEDRO I – PARTE 1
Professor: Justino Bernardino do Nascimento Filho
 

Estudos de História registram que geralmente a comida servida no palácio imperial tinha um toque de refino e sofisticação e que D. Pedro I não era muito chegado à mesa granfina. Conta-se até que quando ele chegou ao Brasil ... se perdeu completamente... tal qual menino de rua... solto!

Consta que por não gostar do cardápio servido no palácio, D. Pedro I preferia fazer as refeições na cozinha a comer na sala de jantar. E ainda, e mais importante que seu prato preferido era arroz com feijão e frango a passarinho.

Pesquisa feita pela historiadora portuguesa Ana Roldão aponta para fatos muito interessantes sobre os hábitos de D. Pedro I. Um deles trata do seu jeito arredio e até matuto de se comportar. Conta a historiadora que quando ele era imperador não perdendo os velhos hábitos, foi cavalgando a uma fazenda e chegou lá antes da comitiva. Diz a historiadora: “Sem se identificar, entrou pela cozinha e disse à cozinheira que estava com muita fome. E ela: ‘Ó moço, posso dar algo simples, porque estou esperando o imperador’. Ofereceu-lhe arroz, feijão, carne e aguardente”. Quando o dono da fazenda chegou, tomou um baita susto ao ver o imperador comendo e tomando cachaça com os empregados, aos risos.

É sabido que a bebida predileta de D. Pedro I era a cachaça. Igual a sua mãe Carlota Joaquina, ele gostava de uma aguardente. Essa era a bebida mais pedida por ele nas tabernas, mas também apreciava a cerveja e o vinho.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Clique no link a seguir para responder o questionário!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MAIS SOBRE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
(UM CONFLITO IMPERIALISTA)
 
Centrada na Europa, a Primeira Guerra Mundial começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. Entre as causas do conflito, incluem-se as políticas imperialistas estrangeiras das grandes potências europeias, como o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro, o Império Otomano, o Império Russo, o Império Britânico, a Terceira República Francesa e a Itália.
 
Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria-Hungria, pelo nacionalista iuguslavo Gavrilo Princip, em Sarajevo, na Bósnia, foi o gatilho imediato da guerra, o que resultou em um ultimato de Habsburgo contra o Reino da Sérvia.
 
O conflito envolveu as grandes potências em duas alianças opostas: os Aliados - com base na Tríplice Entente entre Reino Unido, França e Império Russo - e os Impérios Centrais - originalmente Tríplice Aliança entre Império Alemão, Áustria-Hungria e Itália, mas como a Áustria-Hungria tinha tomado a ofensivaa contra o acordo, os italianos não entraram em guerra. Essas alianças reorganizaram-se (a Itália lutou pelos Aliados) e expandiram-se, com o ingresso de mais nações.
 
A guerra mobilizou cerca de 70 milhões de militares. Mais de 9 milhões deles morreram, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade. Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.
 

domingo, 1 de setembro de 2013

SOBRE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

          Durante a metade do século XIX, as nações imperialistas dominaram povos e territórios em diversas partes do mundo. Desta forma ao longo dos anos de dominação e exploração, acumularam riquezas e aumentaram muito sua capacidade de produzir mercadorias. A disputa por mercados consumidores entre essas nações gerou uma grande rivalidade. Outra razão que inclusive foi um dos motivos para a eclosão da guerra, foi a questão da rivalidade anglo-alemã que se deu a partir do surgimento de uma rivalidade entre a Inglaterra e a Alemanha através da competição industrial e comercial, pois em apenas três décadas, a contar de sua unificação, a Alemanha tornou-se uma grande potência industrial e passou a procurar mercados consumidores e fontes de matérias- primas pressionando para que houvesse uma nova repartição do mundo colonial. O governo alemão projetou a construção de uma estrada de ferro ligando a cidade de Berlim a Bagdá, com a finalidade de ter acesso ao petróleo do Golfo Pérsico e aos mercados orientais fato que desagradou fortemente a Inglaterra, que mostrava forte disposição em manter suas conquistas a qualquer custo. Além dessa, outras razões como a rivalidade entre a França e Alemanha gerando um forte espírito antigermânico devido à derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana e à perda dos territórios: Alsácia e Lorena para a Alemanha além da disputa pela região do Marrocos ao norte da África e também a rivalidade austro-russa e o nacionalismo da Sérvia.
          O choque dos interesses imperialistas das diversas nações européias, aliadas ao espírito nacionalista  emergente, foi o grande fator que desencadeou o conflito.
As diferenças nacionalistas entre França e Alemanha são acirradas pela disputa do Marrocos como     colônia. Em 1906, um acordo cede o Marrocos à França. A Alemanha recebe terras no sudoeste africano,     mas também exige da França parte do território do Congo. Outros enfrentamentos desta vez entre a Sérvia e a Áustria nas Guerras Balcânicas, aumentam a        pressão pré-bélica. A anexação da Bósnia-Herzegóvina pelos austríacos em 1908 causa a explosão do  nacionalismo sérvio, apoiado pela Rússia. Esses conflitos de interesses na Europa levaram à criação de dois  sistemas rivais de alianças. Em 1879, o chanceler da Alemanha, Otto von Bismark, conclui um acordo com o  império Austro-Húngaro contra a Rússia. Três anos depois a Itália, rival da França no Mediterrâneo alia-se  aos dois países formando a Tríplice Aliança. O segundo grupo à beira do confronto tem sua origem na  Entente Cordiale, formada em 1904 pelo Reino Unido e pela França, para se opor ao expansionismo  germânico. Em 1907, conquista a adesão da Rússia, formando a Tríplice Entente.
          Assim os dois blocos entraram em conflito e entre as causas da Primeira Guerra Mundial podemos considerar a rivalidade entre Alemanha e Império Austro-húngaro, em torno da chamada questão dos Bálcãs, a corrida armamentista das nações européias, que gerava uma verdadeira “paz armada” e o processo de industrialização na Alemanha, que levou à necessidade de mercados consumidores e produtores de matérias-primas, entretanto, o fato que serviu como o estopim do conflito armado foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, no dia 28 de junho de 1914, durante sua visita a Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).
          A Guerra começou com intenso movimento de tropas, na chamada “guerra de movimento”,          passando em seguida para a guerra de trincheiras.
          Ao final da guerra, o que se observou, foram campos destruídos afetando a produção agrícola, portos e estradas arrasados, prejudicando consideravelmente o comércio além de muitas  cidades arruinadas. Outros fatos marcantes foram: a ascensão dos Estados Unidos como grande potência do mundo ocidental, o avanço e o fortalecimento dos nacionalismos, que se tornaram radicais na Itália, na República de Weimar, na Espanha e em Portugal e também o avanço das idéias socialistas, consagradas pela Revolução Russa de 1917. Sobre o ano de é considerado decisivo para a Primeira Guerra Mundial por que a Rússia se retirou e os Estados Unidos entraram no conflito.
          A Tríplice Entente saiu vitoriosa do conflito, e na Conferência de Paz de Paris impôs a Alemanha um  tratado assinado em Versalhes por esse motivo denominado Tratado de Versalhes, que representou   retaliação e imposições à Alemanha como: perdas territoriais, indenizações e desmilitarização.

SOBRE O PERÍODO ENTRE-GUERRAS

         Às vésperas da Revolução Francesa, a aristocracia vivia de rendas provenientes das terras e dos cargos públicos. Os camponeses e o proletariado urbano, submetidos à exploração e à repressão, viviam mergulhados na insatisfação. Havia escassez de alimentos e fome, decorrentes das condições climáticas adversas. Foi nesse contexto, potencialmente explosivo, que a burguesia, tirando proveito do quadro crítico, responsabilizou o regime. Do ponto de vista social, pode-se afirmar que na Revolução Francesa coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados sans-cullotes.
      Há controvérsias entre historiadores sobre o caráter das duas grandes revoluções do mundo contemporâneo, a Revolução Francesa de 1789 e a Revolução Russa de 1917; no entanto, existe consenso sobre o fato de que ambas, foram marcos políticos e ideológicos, inspirando, a primeira, as revoluções até 1917, e a segunda, os movimentos socialistas até a década de 1970, pois a Revolução Francesa de 1789, enquanto revolução burguesa foi caracterizada pela divulgação de um ideário liberal resumido no slogan: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Tais princípios serviriam de mola propulsora para movimentos revolucionários no Ocidente até 1917. Já a Revolução Russa, por sua vez, representou o triunfo da corrente leninista dentro do marxismo, a qual passou a ser considerada por muitos como a única forma de concretizar a criação de um regime socialista no século XX.
          O período entre as duas guerras mundiais (1919 - 1939) foi marcado pela crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo (nova política econômica na Rússia), além da ascensão do nazismo na Alemanha e a deflagração da Guerra Civil na Espanha.
          O nazismo e o fascismo surgiram do desenvolvimento de partidos nacionalistas, com pregações em favor de um Executivo forte, totalitário, com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização surgida após a Primeira Guerra.

Nas citações abaixo, encontramos algumas das principais características do nazismo e do fascismo.

1 – "Ao contrário das velhas organizações que vivem fora do Estado, os nossos sindicatos fazem parte do Estado." (Mussolini) – CORPORATIVISMO.
2 – "Defender os produtores significa combater os parasitas. Os parasitas do sangue, em primeiro
lugar os socialistas, e os parasitas do trabalho, que podem ser burgueses ou socialistas."  (Mussolini) – ANTICOMUNISMO.
3 – "Mesmo neste momento, tenho a sublime esperança de que um dia chegará a hora em que essas tropas desordenadas se transformarão em batalhões, os batalhões em regimentos e os regimentos em divisões." (Hitler) – MILITARISMO.
4 – "Aqueles que governam devem saber que têm o direito de governar porque pertencem a uma raça
superior." (Hitler) – RACISMO.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Revolução Inglesa

A Revolução Inglesa do século XVII

A Revolução Inglesa do século XVII representou a primeira manifestação de crise do sistema da época moderna, identificando com o absolutismo. O poder monárquico, severamente limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1648. As duas fazem parte de um processo revolucionário, daí a denominação de Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas.

Esse movimento revolucionário criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando terreno para o avanço do capitalismo. Deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história da Europa: antecipou em 150 anos a Revolução Francesa.



Pergunta:

Por que se diz que a Revolução Inglesa do século XVII foi a primeira revolução burguesa da época moderna? Quais as condições que favoreceram para que ela acontecesse?